que apresenta um sistema interno, em duas partes que se juntam à parede de tubo, encaixando perfeitamente um tubo no outro”, revelou.
A Hultec também disponibiliza desde 1999 uma junta elástica reforçada com aço, introduzida no tubo durante o processo de produção do cano. O produto é considerado um avanço tecnológico para os tubos de PVC. Seu principal diferencial é que a junta já faz parte do tubo, o que ajuda a evitar a contaminação da água, o uso incorreto dos anéis e o retrabalho. Além disso, garante resistência ao impacto, à pressão e um maior diâmetro ao tubo. Também possibilitou o lançamento de tubos com até 500 milímetros de diâmetro.
Segundo o Instituto do PVC, a demanda do insumo na construção deverá crescer nos próximos anos, ao menos seguindo seu padrão conservador de acompanhar a evolução do PIB do setor. Se o PIB da construção subir de 4% a 5%, a expectativa é a de que a demanda de PVC voltada para cadeia da construção cresça entre 7,5% e 9% ao ano até 2015. Se isso acontecer, a projeção de demanda para 2015 poderá atingir cerca de 2,5 vezes a demanda verificada em 2004.
O ponto de vista ecológico dá impulso à utilização do PVC em substituição aos insumos tradicionais. Vários estudos já demonstraram que o PVC tem um “balanço ecológico” superior a outros materiais (madeira, alumínio, aço e ferro).
Segundo Odair Roque, diretor de Implantação e Patrimônio para a América do Sul da rede hoteleira Accorhotels, o poder de reciclagem do material foi o fator-chave para convencer a indústria hoteleira a utilizá-lo, além do conforto termoacústico, sua capacidade isolante e resistência à corrosão, sobretudo em cidades litorâneas. “No Brasil, além das janelas, já usamos portas e batentes em PVC”, conta. Os pontos fracos, revela, são a descoloração após alguns anos de uso e a torção das vedações com conseqüente perda de função.
A versatilidade do PVC também, permite criar uma gama de possibilidades. Tanto que, atualmente, além de tubos e conexões, o PVC é encontrado em janelas, perfis, sidings, pisos, fios e cabos, portas sanfonadas, divisória, forros, deques e coberturas de piscinas, geomembranas, fôrmas de concreto, entre outros.
As janelas de PVC, por exemplo, são reconhecidas por sua longevidade, excelência termoacústica, baixa manutenção, flexibilidade, leveza e estanqueidade.
Já o forro de PVC é uma especialidade brasileira que responde por 73 mil ton/ano, representando 73% da demanda total de perfis de PVC no Brasil em 2006. O material sofre concorrência
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 Presença garantida nos projetos do arquiteto Tim Hupe.
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| de gesso, madeira e fibra mineral. Mais prático, tem 48% do mercado de reformas. |
Concreto de amanhã Se dependesse do arquiteto Ruy Ohtake, o crescimento da resina de PVC poderia ser maior nos próximos anos. “A resina é o concreto de amanhã”, sentencia. Sua expectativa é de que o PVC seja cada vez mais utilizado em projetos inovadores em sua plenitude, como o material básico de construção. A idéia é não só usá-lo como componente estrutural mas sobretudo como elemento visual, já que ele pode ser facilmente moldado. “O uso do concreto aparente, que hoje faz essa função, representa menos de 1% do consumo do armado, mas ele é quem dá visibilidade ao material”, define o arquiteto, para quem “a criatividade nos projetos e na produção devem ajudar a conquistar mercado mais rapidamente”.
A chave para isso é ter uma linguagem arquitetônica inovadora, que crie uma “estética desafiadora”. Um bom exemplo de onde se pode chegar com o PVC é o estádio futurista Allianz Arena, construído em Munique (Alemanha) para a Copa do Mundo de 2006, projetado pelo arquiteto alemão Tim Hupe para o escritório Herzog and De Meuron.
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Duas cores do estádio Allianz Arena, em Munique, que revela uma estética inovadora com a cobertura de PVC.
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Para Ohtake, outra aplicação interessante de resina é em estruturas de fibrocarbono, muito leve e resistente. Em um projeto, o arquiteto usou uma placa de fibrocarbono de 1,6 mm de espessura para dar resistência e sustentar uma cobertura de concreto que terminava em uma fina espessura de 3 cm, onde não caberia uma barra de ferro.
Afora disso, destaca Ohtake, o material é perfeito para ajudar o governo e a iniciativa privada no esforço de melhorar a vida das camadas sociais menos favorecidas. “Vejo com muito entusiasmo a resina de PVC na construção. Pelas múltiplas aplicações e possibilidades, é o grande material para o futuro próximo. Só dependerá do desenvolvimento do próprio país”, afirma. Para ele, o Leme Othon Palace, no Rio de Janeiro, é um bom exemplo de arquitetura com PVC. “A caixilharia é repetitiva, mas tem riqueza de detalhes”, julga.
“Mas a questão da durabilidade do material ainda terá de ser respondida pelos fabricantes”, comenta.
“O PVC tem linguagem moderna, contemporânea, dá oportunidade de acrescentar à cidade formas interessantes e pode tornar simples prolongamentos arquitetônicos periféricos mais bonitos.”
Fonte:Notícias da Construção Por:Nathalia Barboza.
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